Exibindo categoria

Arte

Tunga – O esquecimento das paixões

Um documentário sobre um artista brasileiro em cartaz nos cinemas é algo para se assistir correndo. No último domingo estava conversando sobre isso, a dificuldade de um filme nacional se manter por muitas semanas em cartaz – isso quando consegue fechar uma distribuição. Então parti para o Espaço Itaú de Cinema, para ver “Tunga – O esquecimento das paixões” em seu um único horário e uma única sala no Rio de Janeiro. “Tudo começa com uma coisa muito simples: luz”,

Meia Noite e Vinte e a minha galera

Na minha cabeça toca no repeat “Talkin about my generation”, do The Who. Depois de começar com “Barba Suja de Sangue”, “Cordilheira” e “Até o dia em que o cão morreu”, me presenteei com um quarto livro do Daniel Galera. Aquela mini alegria quando chega a caixinha da Amazon na portaria. Se seu texto sempre me emocionou, dessa vez a coisa ficou extremamente pessoal. Óbvio que ele não tem a menor ideia de quem eu seja ou da minha trajetória,

Superstição e religiosidade de “Altar”

Trabalhos inéditos da artista visual Julia Debasse (Rio de Janeiro, 1985) estão na individual “Altar”, na Artur Fidalgo Galeria, até o dia 10 de junho. Na sua mostra anterior, no mesmo espaço em Copacabana, ela apresentou uma série de pinturas com “cartografias” do corpo. Órgãos dissecados em belas cores, em paralelo com animais com traços naturalistas, como se recém descobertos. Dessa vez, é como se ela caminhasse ainda mais para dentro do ser humano, em sua divindade e ficções. “Não

Arte que pulsa através de robótica e inteligência artificial

Nas principais séries de pinturas da artista visual Katia Willie, o movimento é um dos componentes mais presentes, mesmo em pinturas estáticas. Nadadoras saltam e voam no espaço, músculos se contorcem em leveza e força. Em sua individual “Das tripas coração”, que vai até o final de maio na Galeria do Lago, no Museu da República, as obras literalmente passam a se mexer, criando diferentes formas de diálogo e de materialidade no espaço. “No começo de 2018, eu comecei a

Exposição: 90 tentativas de esquecimento

Em um de seus livros, Yuval Noah Harari fala das transformações extremas da sociedade nas últimas décadas. A vida no ano 1000, por exemplo, não mudou muito se comparada a 300 anos antes ou a 300 depois. Mas, desde a revolução digital, um século de diferença é suficiente para uma desconexão total entre um jovem de 1919 e o mundo novo que se deslanchou. O que permanece em meio a tantas mudanças e excesso de informação? Como poderíamos explicar para

Marcelo Cipis na Anita Schwartz Galeria de Arte

Um trabalho diferente todos os dias. Essa máxima de Francis Picabia é de extrema importância para se falar da trajetória do artista paulistano Marcelo Cipis (1959). Suas obras de desdobram em diferentes suportes: de coloridos desenhos minimal, passando por objetos e chegando a instalações inovadoras. Os cariocas agora têm a oportunidade de conferir seu trabalho de perto na sua primeira individual na cidade, que ocupa a Anita Schwartz Galeria de Arte, até o dia 15 de junho. Na 21ª Bienal

Susanna Lira, uma diretora do cacildis

No encerramento última edição do Festival do Rio de Cinema, a diretora Susanna Lira mal conseguia carregar todos os seus troféus Redentor. Seu longa “Torre das Donzelas” tinha acabado de receber três prêmios: Melhor Longa-Metragem de Documentário pelo Júri e pelo Voto Popular, além de Melhor Direção de Documentário. O filme promove um reencontro, 40 anos depois, da ex-presidente Dilma Rousseff e de suas ex-companheiras de cela durante a Ditadura Militar – que alguns sem-noção ainda pensaram na hipótese vergonhosa

Rasga Mortalha de Thiago Martins de Melo

A primeira vez que vi uma obra de Thiago Martins de Melo foi em 2016, na exposição “A Cor do Brasil”, no Museu de Arte do Rio. Aquela monumentalidade, explosão de cores, brasilidade pulsante e violenta, foi de tamanho impacto que era quase uma catedral a ser reverenciada. A mesma sensação de sublime senti pela pintura “Tirésias revela a vinda de São Sebastião sob a proteção de Exu 2 cabeças”, parte do Queermuseum, nas Cavalariças do Parque Lage. O artista

Mulheres presentes na arte

A luta pela igualdade de gênero é a palavra de ordem nas no mercado das artes visuais. Exposições em que a arte produzida por mulheres está em voga ocupam diferentes espaços da cidade (museu, centro cultural e galeria) com diferentes vozes e linhas de pesquisa. Mulheres na Coleção do MAR A primeira delas ocupa o Museu de Arte do Rio com trabalhos de 150 artistas brasileiras e estrangeiras, incluindo Adriana Varejão, Abigail de Andrade, Beatriz Milhazes, Célia Euvaldo, Jenny Holzer,